Acredito que fé seja uma energia que todos possuímos, por
vezes, uns mais que outros, de formas diferentes, de crenças diferentes, ou até
mesmo achando que não crê.
Acreditamos sempre em algo ou alguém. Somos todos ateus com os Deuses dos
outros.
Ter fé é ter confiança, otimismo, autoestima e perseverança. É elevar a energia
quando ela se encontra abalada.
Em dias como os de hoje, onde obtemos facilmente informações e desinformações,
seja pela tecnologia ou liberdade de expressão, está em alta e até mesmo, rentável mostrar pessimismo ao invés de empatia, se resignando ao primeiro
negativismo que se vê.
Percebo um agouro travestido de heroísmo em parte das pessoas: a torcida para
que muita coisa dê errado, justificando assim, suas profecias maléficas. Chamo
isso de má fé, oportunismo e interesse próprio.
Em meio a essa desordem emocional, os princípios são testados o tempo todo, revelando as mazelas da vida, descortinando o que era falso, e assim se faz a
triagem da vida.
Que possamos ter mais empatia e otimismo com a luta dos outros. Que possamos
lutar juntos. Que a nossa fé seja contagiante! Namastê/amém?
Promessa
é dívida, e cá estou a listar todo o lado bom de ser uma barbeira.
De primeira, preciso dizer que adoro os homens, sua praticidade, as histórias,
o riso alto, as conversas, a camaradagem, as piadas e, até a seriedade
simpática de alguns. E segundo que, é
impressionante vê-los se conhecendo pela primeira vez e agirem como se já
fossem amigos há tempos. Me identifico demais, assim como sei que algumas
meninas também se identificam. Os sexos têm suas particularidades e exceções.
Está aí uma desmistificação: eu, uma de muitas feministas (sem o fardo
pejorativo, extremismo do movimento ou rótulo) reconhecendo o lado bom do
masculino. Inclusive algumas meninas estão preferindo frequentar barbearias
para fazer o undercut, sidecut (corte parcial com máquina), desenhos e cortes
curtos estilizados. Já é tendência para as garotas mais descoladas, que curtem
ambientes retrôs e amizades com meninos.
Muito legal saber que quando crianças, em sua maioria, eles têm medo (aversão,
desconfiança ou cisma mesmo) da máquina de corte, mas quando adultos, até
dormem na cadeira da barbearia. E por falar em crianças... Algumas me surpreendem.
Escolhem o corte, ficam bem posicionados, trazem os pais para cortarem juntos, conversam
sobre desenhos e tendências do mundo infantil; e eu, é claro, embarco no papo,
porque também pertenço a este mundo kids.
Aprendo tanto quanto ensino. Alguns sabem o que querem ao chegar, mas não achei
que eu tivesse que ensiná-los a pentear o próprio cabelo, escolher por eles o
corte ideal e indicar produtos básicos. Em contrapartida, os homens evoluíram e
não se limitam mais em só cuidar do cabelo, mas também da barba, unhas,
sobrancelhas e o que mais interessar.
É gratificante melhorar a autoestima do outro, e ver que ela se reflete em
vários aspectos da vida, e saber que a higiene, saúde e bem estar estão tendo
sua importância devida no meio masculino, esse é o lado mais interessante de
lidar com a estética. Tudo com responsabilidade, biossegurança e assepsia que
necessita o ambiente, porque não é só de decoração e cerveja que se sustenta
uma boa barbearia, mas também de compromisso. Venham acrescentar nossas vidas, nem que sejam carecas e venham só pra papear e tomarem cerveja, amamos isso!
Na minha vida profissional, sempre procurei exercer o que eu
gosto. Nunca antes pensei em consequências ou impedimentos. Iniciei fazendo
patologia clínica; puncionava bem, mas havia horários ruins e pacientes com
medo de uma menina muito nova tocando em suas veias de ouro. Logo me desinteressei.
Eu era muito tímida, por isso fiz teatro e vídeo, para tentar relaxar e, quem
sabe descobrir algum talento interno. Mas não fui bonita, engraçada, talentosa
e efusiva o suficiente, daí, abandonei a coxia.
De repente, sou secretária escolar e professora, administradora de cemitério,
fotógrafa e, por aí vai. Em todas as situações enfrentei dificuldades por
aparentar ser menor de idade. Nem estou reclamando, aprendi e me diverti, as
situações não eram sempre ruins.
A novidade é ser barbeira e, enfrentar machistas que não querem mulher cortando
seus cabelos.
O primeiro indivíduo machista, por acaso é militar, ele comentou. Eu estava
disponível para efetuar o corte, quando ele disse: “Você não me leve a mal, mas
mulher não sabe cortar cabelo de homem, vou cortar com ele (Marcelo), mas não é
preconceito, hein. Da próxima corto com você.“ Nunca mais voltou.
Um menino de aproximadamente 12 anos perguntou onde estava o barbeiro, eu disse
que ele estava no horário de almoço e, que eu podia cortar seu cabelo. O menino
preferiu esperar, o perguntei se não confiava em mim e, na sua sinceridade,
respondeu que não. Apontou para o corte que queria fazer e eu disse que eu
havia feito, então ele disse que da próxima vez cortaria comigo; assim ele faz até hoje, corta comigo, porque
gostou. Tenho a sensação de ter salvado uma jovem alma (risos).
A terceira criatura preconceituosa, foi recepcionada por mim, e disse: “você
quem vai cortar o meu cabelo? Não, não, deixa pra lá”. Saiu tão rápido quanto um
piscar de olhos, eu diria que foi quase uma fuga.
Por outro lado, tenho muitos clientes que não abrem mão de serem atendidos por
mim, principalmente os principezinhos.
Ser mulher ainda é tabu, ainda mais quando você é uma mulher que não aceita
limitações por causa do sexo. Fora as dificuldades que todos nós passamos em
trabalharmos atendendo ao público variado, tudo vale a pena, tudo é experiência
e história.
Aqui na barbearia, vai ter mulher barbeira, responsável e te orientando, sim.
São todos bem vindos!
Em breve, postarei sobre o lado bom de ser barbeira. :)
Em 2015 reclamamos tanto da falta de tempo que, ganhamos um 29 de fevereiro, vem ai, mais um ano bissexto, 366 novas oportunidades... aproveite! Porque se cá estamos, e não sabemos qual o sentido e motivo, nos resta gozar.
Esse texto não é sobre mim ou você, é sobre nós. Não é retrospectiva. É sobre lista de desejos, melhor que planos.
Aqui estamos alguns de nós, seguindo mais uma passagem do calendário solar/cristão. Escolhi essa data para reunir meus desejos: Que o Sol, esse mesmo de 40°, possa aquecer os corações frios e empedrados. Que possamos canalizar toda revolta em, atitudes nobres. Que possamos dar menos valor ao dinheiro e mais valor a vida. Que possamos compreender as diferenças e aprender mais com elas. Que nos livremos do ego e posse. Que possamos amar mais os animais.
E já que não conseguimos estar tão presentes como (alguns de nós) gostaríamos, que possamos ser ao menos digitalmente sinceros, com menos compartilhamentos automáticos.
Faço desses votos algo pessoal, dado a mim e compartilhado com toda dedicação a você. Faço dele um mantra.
Ontem o Imperator Novo Rock comemorou um ano do projeto que apresenta novas bandas do rock independente com uma edição especial e de maior lotação até então. Além de manter uma banda local, inovaram com uma banda da região serrana e uma de Natal/RJ. A primeira banda, Verbara, iniciou o show já com a casa cheia, apresentou seu rock brega inovador, o vocalista é uma mistura de Falcão e Reginaldo Rossi em versão 2015. Uma banda boa e madura para a proposta que quer apresentar e com personalidade própria. A segunda banda Hell Oh! Começou honrando o nome do evento com muito barulho de rock. São meninos, me pareceram jovens e descontraídos. Levam um som indie/alternativo e é inevitável não os comparar com Placebo. Os carinhas são de Lumiar/RJ e novos inclusive na sua formação, têm muito ainda o que mostrar.
A terceira e última banda foi a cereja do bolo, Far From Alaska, a mais esperada e provavelmente, a melhor banda do gênero que já passou durante o ano decorrente do projeto.
Sou suspeita em dizer, porque conheci ao acaso o álbum modeHuman no início desse ano e, me apaixonei de imediato. Ouvi, ouvi e quando li sobre a origem da banda fiquei surpresa em saber que são de Natal/RN, achei que fossem estrangeiros. Deve haver narizes torcidos por cantarem em inglês, mas a música precisa de encaixe e isso independe de patriotismo. Fora da música eles carregam o sotaque sem o menor problema.
O som da banda eu não consigo definir, mas sei que é rock, com timbre impecável e muitos efeitos de voz da vocalista Emmily Barreto, muito sintetizador da Cris Botarelli e todo peso e profissionalismo do baterista Lauro Kirsch, do guitarrista Rafael Brasil e do baixista Eduardo Filgueira.
FFA teve reconhecimento artístico rápido e merecedor desde seu surgimento em 2012. Veio com tudo para provar que para uma banda alcançar seus objetivos, ela não precisa se incluir em movimentos, se limitar, apelar, se rotular.
O evento foi longo, foi além do Rio de Janeiro, quebrou paradigmas e eu me diverti tanto que nem fiz fotos. Compareci em quase todas as edições, com exceção de três. Me lembro da primeira edição, desta eu inclusive postei fotos. Vida longa ao projeto Novo Rock, seus idealizadores e Centro Cultural Imperator... Viva o rock!
Ao ler casos de serial Killers, psicopatas e homicidas dos anos 60, percebe-se que matar, nunca foi exclusividade do Brasil e muito menos questão de atualidade. Por volta do ano de 1800, existiram casos absurdos como os de Mary Ann Cotton, inglesa que matou mais de 20 pessoas, incluindo seus próprios filhos, com arsênio. É a assassina serial mais conhecida de todos os tempos. Matou três maridos, um amante e diversas crianças para obter dinheiro do seguro. Foi enforcada em 24 de março de 1873 e o caso de Jack, o estripador, responsável pelo assassinato de prostitutas na área de Whitechapel, durante o ano de 1888, em Londres.
Nem sei se devo relembrar o tempo da inquisição, escravidão, Tiradentes e Lampião.
Desde que existe mundo, existe a violência (vide história). A mídia sim, é coisa nova.
Hoje temos uma enorme gama de informações e liberdade de expressão, ou seja, lemos e escrevemos absolutamente qualquer coisa, isso inclui difamação, mentiras, crenças e boatos, mas tanta informação agora e, a restrita de antigamente, nos fazem ter a impressão de que o índice de violência atualmente é maior, mas ele apenas oscila.
Do que adianta esbravejar palavras de intolerância sobre a própria casa agora? Se o Brasil é o pior País para se viver, por que procriar nele? Por que permanecer nele? Fora do Brasil não existe paraíso, tanto sabemos que, permanecemos.
É possível direcionar as energias de ódio para melhorarmos como patriotas, como pessoas, se quisermos.
Já vi muita gente de classe social humilde, porém, não miserável, com casa alugada ou comprada, com emprego e família, se comparando com um menor, negro, morador da favela onde só tem UPP e tratando a comparação pela internet do Iphone. Alegam que são pobres e nem por isso viraram bandidos. Um clichê analógico simplista para uma situação social tão complexa.
É como eu já disse, não é questão de meritocracia, partimos de pontos diferentes na vida, uns mais a frente (ou bem mais a frente) que outros. Sejamos mais realistas e gratos. Se hoje temos dignidade, foi por mérito, mas também, por oportunidade e orientação. Me pergunto porque essas pessoas que tem a fórmula do sucesso, ainda não resolveram o problema do País. Me pergunto também qual a vantagem de se imitar estratégias fracassadas de outros Países (Essa já é uma questão para longos debates).
A verdade por trás das tragédias podem derivar de outras tragédias: preconceito, diferencia social, racismo, falta de oportunidade, discriminação, etc; Como um ciclo de ódio vivido por séculos e, que me faz lembrar de frases em alta, porém, bem antigas, dos grupos radicais da internet: “Ta com pena? leva pra casa”, “Bandido bom, é bandido morto”, “queria ver se fosse com você”, “tem que matar” e “se pode votar, casar e fazer filho, já pode ser preso”. E apesar disso, poucos sabem, ou ignoram sua parcela de culpa nesta situação. Se isentar, sentar num computador e invocar o Hater que existe dentro de você, fica fácil para quem aponta tanto.
“Somos um povo tão religioso e cristão, mas que ignora intencionalmente diversos ensinamentos de Jesus Cristo. Não amamos ao nosso inimigo, não damos a outra face, não deixamos de apedrejar os pecadores. Esquecemos que a ira é um dos sete pecados capitais. Gostamos de ficar presos na fantasia de que vivemos numa ilha de gente de bem cercada de violência e barbárie e que a única solução para nossos problemas é exterminar todos os outros que nos cercam e nos amedrontam. Mas quando tudo for só pó e solidão, quem iremos culpar pelo ódio que ainda carregaremos dentro de nós?”
Comemorei a idade que nem eu mesma acredito ter. Chegou a hora
de pagar as contas da vida e, se ajustar porque vem aí a desaceleração do
metabolismo, perda de tecido ósseo e muscular, dores nas costas, etc. Mas e
daí? Comecei a corrida contra o tempo e posso me tornar mais interessante por
isso. Já dizia Honoré de Balzac: "Uma mulher de trinta anos tem atrativos
irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos
instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o
vestido."
Aos 20 me diziam que quando tivesse 30 eu não ouviria mais rock, que rock é uma
onda passageira, que eu teria aos 30, vontade de ter filhos, não usaria mais
roupas infantis e obscuras e, que eu seria ótima bióloga. Pois hoje tenho 30 e
o que mudou foram os presságios alheios. Pode ser que algo se concretize, nunca
se sabe, mas que seja aos 40. Nunca tive pressa, agora então... ZzZzZz.
O que sempre foi presságio e cada vez se torna mais evidente, é como algumas
pessoas me definem (não sei se pejorativamente) ser “do contra”. Ser do contra é
oposto dos personagens “Maria vai com as outras”, “em cima do muro” e “sem
sal”, do tipo que é eliminado rapidamente de Reality shows. Oposto dos sem
opiniões, mornos e normóticos. Então, aos 30, aprendi que, ser do contra em dias
atuais, é um baita elogio, quase um Nobel. Me relaciono melhor com pessoas
semelhantes, admiro nos outros o que tenho em mim: opinião própria!
Do que vale as frases prontas, o compartilhamento de textos que não são seus, a
identificação completa e fazer de outras palavras, as suas?
Entendo que todos devem ser respeitados em sua esfera comunicativa, ou na sua
falta de comunicação e é por esse motivo que me relaciono sem questionar, é
como dizem: cada um no seu quadrado. E entendo também que meu “quadrado” é mais
suscetível a criticas, construtivas e depreciativas. Estou mais exposta, sem
medo, dando a cara à tapa, e isso pode incomodar.
Realmente deve ser difícil compreender alguém que não mantém opinião
padronizada.
Hoje aos 30 anos quero continuar a ser o que sempre fui, fazendo quem gosta de
mim, gostar ainda mais. Sem carência, sem querer agradar por interesse, sem
ambição, sem muitas coisas.
Sei quem sou, me orgulho disso, e há quem goste!
E assim, lá se vão 29 anos de muitas decisões, marras, pirralices e amor!
Adorei a comemoração de véspera junto com amigos, muitos amigos. Namorado como
DJ e baterista, meus xodós das bandas e toda alegria que envolveu a noite. No
dia, só a família, que é grande, mas coube todos em casa.
Sou grata a tudo e todos que fizeram/fazem parte desse mundo Binha.