terça-feira, 12 de novembro de 2013

Consumo de carne. Quem é o animal?




Quem me conhece sabe da minha adoração por animais e profundo respeito por eles. Quando criança sonhava em ser veterinária e achava que poderia salvar todos os animais da terra, desde então eu já olhava para a carne no meu prato de outra forma, mas eu era obrigada a comer, e eu nunca fui fã do gosto da carne. Alguns adultos me diziam: “Tanta gente passando fome e você querendo escolher o que quer comer”. Carne é artigo de luxo, pessoas de classes mais baixas dificilmente conseguem comprar carne, ou seja, se o mundo deixasse de “fabricar” essa carne toda, os que mais sofreriam seriam os “viciados em churrasco” de plantão, não as pessoas que passam fome.


Lembro-me de certa vez que definitivamente decidi excluir a carne do meu consumo, e o fiz por alguns anos. Nunca quis influenciar ninguém, só gostava de explicar o porquê da minha decisão, afinal, me perguntavam. Algumas pessoas até entendiam, mas não concordavam. E dei início ao inferno alimentar. Nunca fui de morar completamente sozinha e por não saber e não gostar de preparar comidas, dependia sempre de alguém que gostava de carne. O pior mesmo era quando um (a) amigo (a) me convidava para almoçar ou jantar, lá estava ela: a carne. Finais de semana sempre tinha churrasco na família. E eu não aguentava mais ter que “catar” aqueles presuntos e franguinhos desfiados e misturados em toda comida.
Fica quase inviável ter um determinado hábito alimentar quando você é a única diferente do convívio. Eu simplesmente não conheço nenhum vegano (a).


Hoje, contra minha vontade, como uns peixes. Evito sempre que tenho outras opções. Futuramente pretendo, na primeira oportunidade, me dedicar a minha alimentação. Não quero comer carne!


Você já deve ter ouvido alguém dizer que haverá superpopulação de animais se não os comermos, esses faltaram à aula de cadeia alimentar do ensino médio.


Por que as pessoas ignoram o fato de haver nutrientes semelhantes ao da carne em alimentos alternativos e mais baratos? Questão cultural e/ou ignorância? A dieta vegetariana bem planejada é apropriada para todos os estágios do ciclo de vida. 


Veganismo não é somente um boicote ao consumo de carne, é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, por isso, não me diga que você gosta ou respeita os animais se os come. Conheço muitos veterinários que cuidam dos animais pensando na sua alimentação. 


Gostaria de recomendar alguns sites, são os mais importantes e esclarecedores sobre veganismo e direitos animal:

http://www.peta.org (sobre ética animal)
http://www.anda.jor.br (direitos animais)
http://www.mundoeducacao.com/geografia/a-agropecuaria-os-problemas-ambientais.htm (resenha sobre impacto ambiental)


Aposto que muita gente não sabe o que acontece num abatedouros. A carne que você consome é fruto do sofrimento. Isso pode ser evitado. Segue abaixo alguns relatos do “serviço” em abatedouros (fonte: http://www.anda.jor.br):


“Uma vez eu levei a minha faca – afiada o suficiente – e cortei a ponta do nariz de um porco, como um pedaço de mortadela. O porco foi à loucura por alguns segundos. Em seguida, ele apenas ficou lá olhando, como um estúpido. Daí, eu peguei um punhado de sal e salmoura e triturei em seu nariz. Aí sim, o porco realmente enlouqueceu, esfregando o nariz em todo o lugar. Eu ainda tinha um monte de sal na minha mão – estava usando uma luva de borracha – e eu enfiei o sal no rabo do porco. O pobre do porco não sabia se **** ou ficaria cego”.


“Às vezes eu agarro o porco pela orelha e enfio através do olho. Eu não apenas estou tirando o seu olho fora, vou enfiar toda faca até o punhal, até o cérebro, e mexer a faca”.


“Eu já vi caras pegarem cabos de vassouras e enfiarem no traseiro das vacas, ferrando-as com as vassouras”.

Assistam!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A droga da leitura


Eu não gosto mais de ler.
Esse texto refere-se basicamente aos livros.
Você já deve saber que ler é bom, fundamental, saudável entre outros bens, de fato é, quem sou eu para dizer o contrário?!
 
Quando criança, lembro-me de ouvir “estórias” bíblicas, quando estudante, lia livros didáticos, gibis e até horóscopo no jornal, quando adulta li best-sellers, tutoriais e tudo o que aparecia. Comecei a ler coisas que eu já não concordava, já me causava tédio os finais previsíveis. Lia mas estava na hora de ver os amigos, trabalhar, estudar, sair e dormir. Não havia mais tempo para ler. Há quem goste de ler no transporte, mas você acha que vou perder de ver pela janela cenas inusitadas do cotidiano, perder aquela garota diferente entrando no ônibus, perder a minha avaliação sobre a conduta do motorista, perder o “oi” dito para aquela pessoa que de repente entrou no coletivo e há tempos eu não encontrava? NÃO! Sem contar em dar oportunidade daquele (a) espertinho (a) de mexer na minha bolsa enquanto estou lendo, definitivamente, NÃO! Há também quem goste de ler na hora de dormir, mas espera, não é hora de dormir? 

Dizem que a leitura te traz conhecimento, concordo, mas conheço pessoas que leem frequentemente e são caretas, conservadoras e limitadas ao conhecimento do que lê. Aprenderiam mais num bar underground, na realidade, na vida.

Não é que definitivamente não gosto de ler nada, até gosto, tem que me interessar muito, por exemplo: gosto de artigos neurológicos e biografia de gênios. Gosto mas não os leio com frequência. Um único best-seller que gostei foi “O código da Vinci”, li como se estivesse vivendo um filme, achei genial e vi o filme por 3 vezes.

Eu sei, esse texto fica paradoxal, como abdicar da leitura se estou escrevendo?
O texto é só um desabafo, não me orgulho e não estou fadada ao aniquilamento pessoal da leitura, só acho uma droga ler de tudo, prefiro viver de tudo.


Essa crônica é sobre uma mulher que trabalhava numa livraria, mas odiava ler, o autor pretendia mostrá-la que ler expandiria sua mente, ela o fez mutuamente:

“(...) 
Pensei em criar uma crônica que a fizesse rir ou mesmo chorar; quem sabe escrever um poema que a fizesse roubar os meus versos e dizer que eram seus; mas daí lembrei que respeitar o mundo alheio é fazer prevalecer o direito que todos temos de desgostar daquilo que gosta o mundo inteiro.”
Eu odeio ler (Frank Oliveira)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bem vindo (a) ao meu novíssimo blog!



Oi!

Para quem não me conhece, sou taurina, observadora, idealizo pessoas e situações.

Decidi fazer um blog pelos seguintes motivos: mais tempo livre, desejo de me expressar, cobrança boa de alguns amigos, quebra de tabu e porque quando pedem minha opinião, no final sou chamada de esquisita.

Achou os motivos tardios? Não são. Aliás, pode inclusive ser passageiro. Esse é um experimento nada sério.

Pretendo escrever sobre temas aleatórios não programados sobre minha visão, opinião ou nada de mais, dependerá também do seu ponto de vista. Não desejo ser persuasiva, demagoga ou ofensiva. Não farei desse blog um diário, embora possa citar algumas situações vividas. Sem filosofia e poema, vivi pouco para tanto. Pretendo escrever quinzenalmente, sem compromisso marcado, pode ser antes, depois ou nunca mais. Linguagem simples, breves e quem sabe com erros ortográficos (peço desculpas desde já).

Tenho dificuldades em desenvolver muito um texto, tendo a ser objetiva algumas vezes, então já começo com esse desafio.
Espero que gostem, comentem e curtam a vida e outras drogas.